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Pacientes oncológicos e a esperança por trás do diagnóstico

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“País terá meio milhão de casos de câncer em 2015”, diz presidente do Inca, Luiz Antônio Santini. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS), prevê que, em 2030, 22 milhões de pessoas, serão diagnosticadas com câncer por ano e 13 milhões morrerão da doença. (Fonte: Jornal O Globo)

Esta é uma daquelas notícias que pessoa alguma quer receber. Retifico: Esta é a notícia que ninguém quer receber sobre si ou a respeito de um familiar ou amigo querido – o diagnóstico de câncer. Apesar dos avanços da Medicina, quando alguém recebe a notícia da doença, reage como se recebesse uma sentença de morte. O câncer ainda é a doença mais temível das pessoas, visto que, na maioria dos casos, não tem como prevenir. Mas, passado o impacto da notícia, surge a esperança e aos poucos ela cresce durante o tratamento. Dia após dia, o dia cinza da revelação toma as cores da expectativa, da cura e da vida. Neste contexto, tudo pode contribuir para o final feliz, principalmente o estado emocional do paciente.

 

O impacto da notícia: Sentença ou oportunidade de recomeço?

Com certeza o momento mais dramático da doença é o impacto de saber que tem um câncer. Só a palavra já carrega uma conotação de doença terrível, sem cura e que mata aos poucos. Para a maioria dos pacientes, ter câncer é ter a imediata percepção da finitude da vida. Mas, logo que passa o impacto, as modernas medicações e tratamentos inovadores demonstram que, apesar das doenças oncológicas serem, na maioria crônicas, nem sempre levam à morte.

De acordo com a psiquiatra suíça Elisabeth Kubler-Ross, autora do livro “Sobre a morte e o processo de morrer”, o paciente em frente à expectativa da morte, entra em cinco estágios:

Negação: “Isto não está acontecendo comigo”;

Raiva: “Por que eu? Isto não é justo!”;

Negociação: “Eu preciso viver um pouco mais para criar meus filhos”. Depressão: “Nada tem mais sentido”. (perda da esperança).

Aceitação: “Devo enfrentar a realidade”.

A autora explica que os estágios não acontecem na mesma ordem e que nem sempre todos se manifestam no mesmo paciente, embora, no mínimo dois sejam frequentes. Vale ressaltar que em pleno século 21 o câncer ainda é um tabu. As pessoas não gostam nem de pronunciar a palavra e dão outros nomes à doença, tais como: coisa ruim, aquela doença, entre outros.

Depois da preocupação com a saúde, outros questionamentos podem tirar o sono do paciente e do núcleo de relacionamentos: “Como vou trabalhar”? “Como pagar os custos do tratamento”? “Se eu morrer, quem vai cuidar da minha família”? “O que eu fiz para ter que passar por isso?” É neste momento que o acompanhamento psicológico torna-se essencial. Além do paciente, outras pessoas não podem ser ignoradas no enfrentamento do câncer: os familiares e cuidadores. Estes sofrem com o amigo e com o familiar e de alguma maneira também se tornam refém do diagnóstico. Na verdade, ninguém está preparado para entrar no mundo da doença, seja de imediato ou aos poucos, como no caso de enfermidades previsíveis, o que não é o caso do câncer.

 

O estigma social

A última coisa que um paciente oncológico precisa é ser tratado com pena. Estender a mão e tratar com empatia é muito diferente do olhar pesaroso. É importante ser sensível aos momentos de depressão e angústia e cuidar para jamais forçar a pessoa a sentir alegria quando na verdade quer chorar ou ficar em silêncio. O amigo de festas, agora em tratamento, nem sempre vai corresponder às expectativas dos colegas, dos amigos ou do cônjuge, o que era comum antes do diagnóstico. Mas, como em todas as coisas, o equilíbrio é fundamental. Não desista de motivar o paciente, mesmo que este não corresponda de imediato. Fique atento a cada reação e lembre-se “cada dia é um novo dia”.

 

Como os familiares podem contribuir no tratamento?

Assim como o paciente, a família também sofre em função das dúvidas e inseguranças advindas do medo de perder o amigo ou familiar. Neste sentido, a reação da família e a maneira de conduzir a situação interferem muito no tratamento. Para que esta interferência seja positiva, é imprescindível que se busque informação.

Em caso de familiar com câncer, não se apavore. Informe-se, fique atento às reações do portador da doença, deixe-o falar sobre o que sente e evite expressões como: “Isto não é nada”. “Conheço alguém que se curou só com ervas”. “Tratar a doença é pior”. “Se mexer vai piorar”. “Você está com ‘aquela’ doença”. “Cabelo cresce”. “A cura está na cabeça”.

É imprescindível que o familiar ou cuidador também seja acompanhado por um psicólogo devido à carga emocional que a fragilidade do paciente carrega. Diante da responsabilidade de acompanhar o tratamento, este familiar anula a própria vida, desmarca planos, cancela viagens e desiste de muitos projetos. O objetivo sempre deve ser reduzir o sofrimento para ambos, paciente, amigo, familiar e cuidadores.

 

A espiritualidade como agente de enfrentamento

Entre as estratégias de enfrentamento de situações estressoras está a fé e a oração. Pesquisas recentes mencionam o efeito positivo do Coping Religioso/Espiritual (CRE), o qual se caracteriza pelo uso da espiritualidade, da religião ou da fé, fatores significativos no tratamento de pacientes oncológicos.

A fé é de suma importância para o enfrentamento, tanto do diagnóstico como do tratamento do câncer porque serve como suporte e dá esperança para lidar com o estresse e os problemas de vida. Já a oração contribui para que o paciente confie a Deus a vontade e a necessidade de ser curado.

Nestes meses de conscientização a respeito do câncer, devemos salientar que a doença está longe de ser uma sentença de morte. O ser humano é capaz de superar muitas adversidades, sejam elas doenças ou diferentes tipos de traumas. É importante que a pessoa diagnosticada com câncer esteja cercada das pessoas que ama, para juntos, vencerem a doença e celebrarem a vida em todos os momentos, antes, durante e depois do tratamento.

 

Pedro de Carvalho Araújo

Psicólogo e Pastor Presidente do Templo das Nações

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